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Por que entender os tipos de tratamento é tão importante?
Muitas famílias só procuram ajuda quando a situação já chegou ao limite — crises constantes, risco à vida, agressividade, overdose, surtos e instabilidade emocional.
Nesses momentos, surge a dúvida: é possível internar sem consentimento?
Sim, é possível, e é totalmente amparado pela lei quando feito de forma correta.
Existem dois tipos principais de internação para dependência química: voluntária e involuntária. Ambas têm objetivos terapêuticos, mas são aplicadas em situações diferentes e com critérios bem definidos.
Compreender essas diferenças evita conflitos familiares, acelera decisões importantes e garante segurança ao paciente.
Para entender como o uso de álcool e drogas altera comportamento e aumenta riscos — ponto-chave na decisão entre um tipo de internação ou outra — veja também este artigo do Circuito da Saúde:
https://circuitodasaude.com.br/noticias/consumo-social-de-alcool-x-dependencia-qual-a-diferenca/
O que é internação voluntária?
A internação voluntária ocorre quando o próprio paciente reconhece o problema e aceita iniciar um tratamento em clínica.
É o modelo ideal, pois o envolvimento ativo do dependente tende a gerar:
-
maior adesão às terapias,
-
menor resistência emocional,
-
maior comprometimento com mudanças,
-
evolução terapêutica mais rápida,
-
menor chance de recaída.
Mesmo assim, nem todos chegam nesse estágio. A dependência é uma doença que altera o raciocínio, a percepção de risco e o controle emocional, o que leva muitos pacientes a negarem a gravidade do problema.
Quando a internação voluntária é indicada?
Esse modelo é ideal quando o paciente:
-
pede ajuda,
-
reconhece que perdeu o controle,
-
percebe prejuízos claros em sua vida,
-
demonstra vontade de mudança,
-
aceita participar das rotinas terapêuticas.
Nesses casos, o processo é simples: assinatura de termos de consentimento, avaliação médica e início do tratamento.
O que é internação involuntária?
A internação involuntária acontece sem a concordância do paciente, solicitada pela família, responsável legal ou profissional de saúde.
Ela é indicada quando o dependente não tem mais condições de decidir por si mesmo e representa risco para si ou para terceiros.
A internação involuntária:
-
é amparada pela Lei nº 13.840/2019,
-
é autorizada por médico,
-
exige relatório detalhado do quadro clínico,
-
tem caráter terapêutico, não punitivo.
Esse tipo de internação é adotado para proteger a vida, evitando tragédias que podem ocorrer devido ao uso descontrolado.
Quando a internação involuntária é necessária?
Ela é indicada quando o paciente:
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não reconhece o problema,
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apresenta risco iminente de morte,
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tem crises frequentes de abstinência,
-
coloca a vida de terceiros em risco,
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tem comportamento agressivo ou imprevisível,
-
apresenta distúrbios mentais associados ao uso,
-
está incapaz de cuidar de si mesmo.
Nessas situações, esperar que a pessoa “aceite ajuda” pode ser fatal.
Diferenças principais entre os dois modelos
Consentimento
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Voluntária: o paciente autoriza.
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Involuntária: a família ou responsável solicita.
Processo legal
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Voluntária: simples e direto.
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Involuntária: exige avaliação médica e registro formal conforme a lei.
Riscos envolvidos
-
Voluntária: geralmente menor risco.
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Involuntária: usada quando há risco grave ou urgência.
Eficácia terapêutica
Ambas podem ser eficazes, mas dependem da continuidade do tratamento após o período inicial.
Como funciona a internação involuntária na prática?
O processo segue etapas claras:
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solicitação pela família ou responsável;
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avaliação médica para confirmar a necessidade;
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registro da internação em prontuário;
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garantia de direitos do paciente;
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comunicação a órgão de fiscalização em até 72 horas;
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acompanhamento clínico diário;
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alta médica somente quando houver estabilização.
A internação involuntária não é prisão, nem confinamento — é uma medida de proteção.
O que acontece depois da internação?
O tratamento segue um roteiro terapêutico estruturado:
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desintoxicação supervisionada,
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acompanhamento psiquiátrico,
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psicoterapia individual,
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grupos terapêuticos,
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atividades físicas e de rotina,
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reeducação emocional,
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prevenção de recaída.
A fase pós-clínica é igualmente essencial: acompanhamento terapêutico, consultas e apoio familiar definem o sucesso a longo prazo.
A família tem papel decisivo
Muitas famílias se sentem culpadas por considerar a internação involuntária.
Mas na maior parte dos casos, essa atitude não é um ato de imposição — é um ato de cuidado e proteção.
Salvar alguém da dependência química exige coragem, informação e ação no momento certo.